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BRIAN "HEAD" WELCH DIZ QUE NÃO PODE VOLTAR AO KORN
O ex-guitarrista do Korn, Brian ´Head´ Welch, falou abertamente com o repórter do Jornal "West Valley View", Michael Clawson, em uma recente entrevista onde se diz arrependido das coisas que disse quando deixou a banda.
Se a primeira metade dos anos 90 pertenceu ao Nirvana, então a segunda metade dos 90´s pertenceu ao Korn, dessa forma quando um membro do Korn vai embora, não só está deixando a banda, mas também deixa todo um legado na música.
O guitarrista Brian ´Head´ Welch viu isso de forma diferente quando deixou a popular banda em 2005. Ele não estava deixando o gênero, nem o movimento, nem a subcultura que o Korn criou. Ele estava deixando o estilo de vida que vinha com tudo isso: principalmente um vício de metanfetamina, uma relação abusiva com sua então esposa e uma perda de sentido em sua vida.
Welch teve um despertar espiritual, se limpou, deixou o Korn, encontrou a Deus, se converteu em um melhor pai e começou a expressar sua nova fé em entrevistas, especiais de TV, seus livros e sua música.
Hoje, dois anos depois de deixar o Korn ele parece seguir sendo a mesma pessoa -- tem mais tatuagens, incluindo a palavra "JESUS" em seus punhos -- porém ele se disse que agora é muito mais feliz com a vida que agora vive. Seu disco debut, "Save me From Myself" sai a venda hoje e os fãs do Korn ficarão surpreendidos: é tão pesado como Korn apesar das letras não serem nem de perto tão obscuras.
Welch, que agora vive em Phoenix, falou em seu trabalho no "Driven Music Group".
Como foi que você encontrou Valley(Cidade de West Valley) como um lar?
"Estava na Califórnia e deixei o Korn e senti que sentia uma mudança, simplesmente queria ir a outro lugar. Pensei em me mudar para Los Angeles porém tenho um amigo que tem um estúdio aqui, então vim pra cá. Estou aqui desde o verão de 2005. Antes estava em Bakersfield, desse modo me mudei de um clima quente a outro ainda mais quente."
Alguma vez você pensou em viver aqui quando tocava aqui com o Korn?
"!Oh infeno não! Eu dizia ´Vamos embora daqui, faz muito calor!´ A banda ficava louca antes de vir pra cá porque alguns deles têm amigos aqui e sempre íamos a festas com eles... e a festa era muito pesada. Assim que quando vinha a Phoenix sabia que eu ficaria totalmente louco. Escrevemos o álbum ´Untouchables´ aqui em uma casa o ´Shea Boulevard´, e essa casa foi o lugar de muitas das maiores festas do Korn. Então a última coisa que me vinha a mente era ter um despertar espiritual e viver aqui. O mais louco é que quando me mudei pra cá, me mudei a um par de milhas dessa casa em ´Shea´."
Quando você faz autógrafos em livros ou álbuns aparecem alguns fãs loucos do Korn tentando atrapalhar?
"Até agora não. Creio que se realmente não gostam não gastariam seu tempo. Creio que as pessoas entendem o porquê de eu ter deixado o Korn e que necessitava mudar minha vida. Era um pai solteiro e era viciado em drogas e precisava de ajuda. Às vezes chegam algumas mensagens em meu Myspace de gente dizendo que eu deveria voltar ao Korn, mas nada como ´Te odeio por deixar Korn´. Não até agora."
Quando escrevia teu livro ou contava tua história em entrevistas te preocupava contar coisas que eram pessoais demais?
"Nunca pensei nisso. Precisava deixar isso sair por mim também. Um par de coisas, como quando bati na minha esposa com um skate, me dava medo inscrever sobre elas, mas era necessário. Necessitava drenar essas coisas. Era um desafio pessoal, porém creio que ao escrever sobre essas coisas posso inspirar a outros que estão passando pelo mesmo para que se dêem conta de que estão machucando a eles mesmos e a outros. Ao final descobri que há perdão para o que fazemos."
O novo CD é pesado. Isso talvez surpreenda o público sabendo que você é uma pessoa espiritual.
"Há muitas mensagens diferentes que as do Korn em minha música, mas às vezes são similares. Jonathan Davis canta sobre as coisas difíceis que acontecem a ele e eu canto sobre a mesma coisa. A única diferença é que minhas letras têm um objetivo positivo, porque essa é a direção em que quero ir."
Acredita que as pessoas te viam como uma pessoa real no Korn ou como só um cara a mais, que toca em una banda de rock pesado? Creio que não há individuais nesse tipo de música.
"Talvez estivesse um pouco perdido dentro desse público e creio que agora as pessoas me vêem mais como um individuo. Podem ver que de certa maneira sou como eles - tenho dificuldades como eles. A vida de rock-star não era a perfeição para mim. Fiquei um pouco louco quando deixei o Korn. As coisas que disse e escrevi não foram boas, estava meio afetado por uns meses porque deixei a metanfetamina depois de dois anos de consumo excessivo. Porém muita gente me apoiou. As pessoas me deram piedade e entendimento. Já não era um ´rockero´, agora sou mais sábio. Sou uma pessoa normal, com problemas normais. Dinheiro e fama que tinha não me podiam dar a ajuda que necessitava."
Por que crê que os músicos caem nas drogas? É por que têm o dinheiro para comprá-las ou por que de verdade crêem que as drogas alimentam a música?
"Creio que se deve a uma combinação de varias coisas. É como se você fosse um garoto e você gosta de fazer música e te pagam por fazê-la, por uma hora ao dia e tem muito tempo para ficar entediado. Para chegar a esse estilo de rock-star você praticamente se distrói. Vive esse estilo de vida, deixando tudo te levar, não é realmente você. Necessita essas cosas para se converter nessa outra pessoa. Além disso há um poder louco em tocar na frente das pessoas - é uma droga natural - e talvez tomem drogas para que isso nunca termine mesmo quando os shows acabam."
Fotografei o Korn varias vezes em shows e tenho fotos dos membros do Korn mostrando o dedo do meio para os fotógrafos exceto você. Sempre senti que você é o membro do Korn mais amável.
"[Risos] Talvez eu quisesse tê-las agora. Não, estou brincando. Você sabe, sempre me concentrava na música, éramos caras relaxados. Talvez o que faziam fosse parte do show. Se você escutar Jonathan falar fora do show - veja uma de suas entrevistas no Youtube - saberá que ele é um cara que fala muito suavemente. Somos todos muito amáveis."
Há lugar na sua vida para arrependimento nessa altura?
"Nada. Tudo aconteceu por uma razão. Me arrependo de algumas coisas que disse quando me limpei porém trato de ir em frente agora. Deixei todo o dinheiro, e agora há uma porta aberta: Jonathan disse que eu posso voltar ao Korn quando eu quiser. Porém não posso, estou fazendo minhas coisas. Sinto que fui chamado aonde estou agora, assim que aqui ficarei. Mas com isso de deixar o dinheiro e a banda, não me arrependo. Amo minha vida agora. Estou muito contente onde estou, tenho mais dificuldades porém as dificuldades fazem o caráter. Tive uma vida fácil por muito tempo."
Fonte: Korn Brasil / Por: www.windindesert.net